"Once upon a time..." é um início de frase que sempre exerceu um fascínio enorme sobre mim muito mais do que o traduzido "Era uma vez...". Em português imagino uma história e na lingua de shakespeare I dream a dream.
Já passei a barreira dos 30 e ainda continuo a acreditar nos sonhos, continuo á espera de um principe encantado que me arranque da monotonia do meu dia a dia, me leve a voar nas asas do seu cavalo alado e me mostre os cantos empoeirados da felicidade que eu anseio. Não me interpretem mal, também não sou uma pobre coitada infeliz neste mundo de loucos. Mas não me peçam que me conforme e que pare de sonhar porque isso não vai acontecer. Só tenho é de perceber onde está a barreira entre o imaginário e o real, entre o que devo mesmo sonhar alcançar de verdade e o que permanecerá para sempre no mundo dos sonhos. Essa é a minha verdadeira dificuldade. Olho para um casal, lindos de mãos dadas, olhos nos olhos e um brilho delicioso, a cumplicidade entre os dois é notória em cada passo da estrada que percorrem em sintonia. Sentam-se num banco de jardim e o ombro dele aconchega a cabeça dela, as palavras de ambos trazem lembranças em comum de uma vida construida a dois. E o amor, o amor vive em cada lágrima, cada sorriso, cada ruga, cada gargalhada, cada sonho, cada derrota, cada vitória, em cada beijo. Eu vejo esse casal e desejo o mesmo para mim, não posso aceitar que nos dias de hoje a ideia de casamento se resuma a 2 pessoas viverem juntas e partilharem despesas. E o amor... onde está o amor??????
Tenho orgulho nas lágrimas que teimam em sair do meu peito, nos gritos surdos que ecoam nos poucos espaços vazios das minhas noites. Tenho orgulho em não ser quem não sou pois isso é o que faz de mim quem sou.
terça-feira, 29 de junho de 2010
E agora????
E agora o que é que eu faço ? Tenho uma pen que, para mim, é uma preciosidade pois tem todo o meu material para trabalhar nas aulas de inglês que faço com o 1º ciclo. E não é que a pen já não dá sinal de vida?! Coitadinha, deve de lhe ter dado alguma crise, de tanto apertar o cinto faltou-lhe o ar e foi-se. E agora onde vou encontar outra fiel companheira tão completa como esta? Claro que se o meu caro amigo, José Sócrates, ensinasse os seus ministros a ter vergonha na cara, isto não aconteceria pois a minha situação seria outra e teria melhores condições de materiais. Mas claro, não nos podemos esquecer das prioridades. Se se gastam tantos milhoes a pagar ordenados milionários a uns e outros, não poderá sobrar muito para ter os professores das AECs com contratos em vez de recibos verdes. Nós compreendemos, Sr Primeiro Ministro, Desde que o seu bolso e o dos seus comparsas esteja cheio e que não se prejudiquem as férias de luxo, ´nós não nos importamos de ficar á beira da loucura de tanto fazer contas (afinal tudo se resolverá com umas boas férias cá dentro, dentro de casa queria eu dizer, pois é necessário promover o turismo nacional).
terça-feira, 22 de junho de 2010
coração de mãe sofre...
Como qualquer MÃE, amo os meus filhos mais que tudo no mundo, e gostaria de os proteger de todos os males que nos espreitam, sejam eles físicos ou emocionais. Mas como filha sei que é necessário eles terem a sua liberdade de descobrir esses males e criarem as suas defesas aos mesmos. Só podemos aprender a contornar os obstáculos se os soubermos reconhecer.
Sei de tudo isso, tenho um PAI exemplar que é um avô atento e procuro dar aos meus filhos o espaço que necessitam evidenciando sempre que estarei sempre pronta de coração para os ouvir e embalar. E no entanto, nada disso me livra de um terrivel sentimento de impotência quando os vejo magoados de coração. Este olhar no Gabriel parte a minha alma e dá-me vontade de lhe dar colo e nunca mais largar. Ainda bem que ele é mais forte do que eu. O Gabriel, na escola, começou a ser vítima de bullying e eu, já que não me permitiram outra alternativa, ensinei-o a defender-se (nunca atacar 1º, mas sim a defender-se). Hoje fui inscrevê-lo num ATL para o verão, ele ia entusiasmadíssimo mas, assim que lá chegou viu 2 colegas da escola que são particularmente violentos com ele e ficou logo cabisbaixo. A minha reacção foi dizer-lhe que ia para outro ATL, mas ele surpreendeu-me enfrentou o problema de frende, de cabeça erguida disse que queria ficar ali. Tenho muito orgulho no meu FILHO e espero ser o suficiente para ele, para que um dia também ele sinta orgulho de mim.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
O riso da inocência
Um dia disseram-me que o riso puro de uma criança é o sinal mais fidedigno da sua felicidade. Estamos tão habituados a rir pelas mais variadas razões, uns mais amarelos que outros, que nos esquecemos de rir pelo simples prazer de uma boa gargalhada. As crianças não são mais felizes que os adultos por não terem problemas, mas porque ainda não foram corrompidos, porque não conhecem hipocrisia, falsidade, mentira. Sinto-me sempre desconcertada quando, perante um problema que me tira noites de sono, o meu filho de 7 anos se vira para mim e me diz :"Ó mamã porque é que não lhes pedes?". E tem razão, porque é que eu não peço... Porque complicamos tanto as coisas? 2 + 2 serão sempre 4 seja de que maneira se fizerem as contas.
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